domingo, setembro 05, 2010

Estrutura do Corpo de Bombeiros é incapaz de atender cidade vertical


 
04/09/2010 às 21:50
  | ATUALIZADA EM: 04/09/2010 às 21:56 | COMENTÁRIO (0)

 

Içara Bahia, do A TARDE

Iracema Chequer /AG. A TARDE
Onze veículos com a autoescada plataforma aérea do Estado estão com defeito
Onze veículos com a autoescada plataforma aérea do Estado estão com defeito

"Se acontecer um incêndio num andar alto desses, Deus livre e guarde, mas vai ser a desgraça nessa cidade. O Corpo de Bombeiros não tem estrutura nenhuma para resolver". A declaração é do presidente da Associação dos Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra-Ba), Marco Prisco Caldas. Com o aumento da verticalização de prédios, questiona-se sobre a estrutura da equipe do Corpo de Bombeiros do Estado da Bahia para atuar nas possíveis ocorrências em altos andares.

Prisco alerta que as 11 veículos com a autoescada plataforma aérea do Estado estão com defeito. Dessas, quatro atendem à capital. O subcomandante do Grupamento de Bombeiros Militares (GBM), coronel Nelson Vasconcelos, não confirma a informação. "Nós temos viaturas quebradas e outras operando, mas não sei lhe dizer quantas", admite, sem precisar os números.

Para o presidente da Aspra- BA, o que resta a fazer, caso haja algum sinistro, é atuar de forma improvisada. "O que tem que bom nos Bombeiros é o profissional. Ele vai improvisar e arriscar a vida em prol do outro. Não tem estrutura para socorro num prédio alto", reforça.

O coronel Nelson Vasconcelos, por sua vez, garante que os equipamentos, por mais modernos que sejam, não podem dar conta de incêndios em altas edificações. "Equipamento nenhum alcança. A segurança em si está estreitamente dependente dos equipamentos que o prédio deva ter".

Para o engenheiro Eduardo Pedreira, responsável por incorporações imobiliárias da Odebrecht, a escada magirus não atende toda a extensão de prédios altos, como o Mundo Plaza, na Avenida Tancredo Neves, que possui cerca de 110 metros: "Quem tem que dar suporte para a rota de fuga é o prédio".

Pedreira explica que as rotas de fuga são o primeiro item em uma construção. "O projeto é desenvolvido pensando em qualquer sinistro, para que as pessoas tenham a capacidade de evacuar o local sem ter danos. Nós instalamos uma série de equipamentos", diz.

Leia reportagem completa sobre as deficiências no Corpo de Bombeiros na edição impressa de A TARDE desta domingo, 05. Ou acesse aqui a edição digital, se for assinante.

quinta-feira, setembro 02, 2010

UTILIDADE PÚBLICA: STV INFORMA - CUIDADO CO...



(Fotos da Rua Anísio Teixeira,em Salvador-Bahia)
 
CORTESIA PERIGOSA

Por
Manoel Trajano
Eng.Civil e de Segurança do Trabalho
Twitter: http://twitter.com/manoeltrajano
STV: http://trajanoengseg.blogspot.com
 
Todos já devem ter ouvido falar ou visto uma vez na vida a famosa frase educativa "Pisou,parou" nas placas da cidade, outdoors, campanhas em tv e rádio. Mas falemos a verdade: Alguém já tentou pisar? Das duas uma, ou perdeu o pé ou quase perdeu...
 
Vivemos numa sociedade pobre de educação, de respeito, de boas condutas junto ao trânsito. Vemos tantas leis para os condutores e quando se tenta aplicar para o pedestre, ficamos a mercê do descaso de mecanismos eficientes punitivos ante os abusos do mesmo. Isso varia muito dentro do próprio Brasil e antes que alguém diga que é por diferença regional a resposta é "não", pois nada tem a ver Sul versus Nordeste, Norte versus Sudeste,etc. Vou pegar Salvador,onde moro, como referência. Somos terrivelmente mal educados, egoístas, furamos fila, furamos faixa, fechamos o irmão ao lado,ou seja transformamos o veículo em nossos braços, pernas, cabeça e como andróides,acoplados a uma máquina de mais de 1,5 tonelada(carros de passeio) superamos nosso real tamanho físico e orgânico, acoplamos ao nosso ego mais primitivo e pronto, viramos transformers dos centros urbanos.
 
E quanto a nossa fama de hospitaleiros, de solícitos e de prestativos. E como somos! Somos seres pacíficos sim, só não nos provoquem nem pisem no nosso calo. Quando essa hospitalidade cruza com a questão cortesia diante de aspectos de segurança, aí vem o problema porque não gostamos, não queremos e somos avessos a regras, por mais simples que sejam. A mais nova e perigosa mania dos condutores soterapolitanos(e não se outros baianos) é parar na faixa com o semáforo(ou farol como dizem os paulistas) na luz verde ao ver o monte de gente para atravessar, o que é um paradoxo, porque onde não tem semáforo e tem faixa, não paramos enquanto "mostroristas".
 
Pessoal, decodificando as Resoluções do CONTRAN - Conselho Nacional de Trânsito, sem entrar no mérito do detalhe vamos resumir:
 
1- Se o semáforo estiver vermelho(fechado) para o condutor(automóvel,moto,caminhão,etc) deve-se parar na faixa de retenção(aquela faixa antes da faixa de pedestre);
 
2- Se o semáforo estiver verde (aberto) para o condutor, deve-se seguir adiante e o pedestre deve esperar o mesmo fechar. Pedestre, concentre-se no seu semáforo, aquele menorzinho que tem um homenzinho vermelho ou verde,idem parar e seguir,respectivamente;
 
3- Caso esteja num engarrafamento, o condutor antes da faixa e aquele depois da faixa deverão deixar a FAIXA DE PEDESTRE livre. Nesse caso sim,estando todos os veiculos nas diversas faixas de rolamento(aquela que cabe a largura de cada carro ou moto) estejam atentos para não vir nenhuma moto ou bicicleta,pois os mesmo vindo de longe estarão concentrados no SEMÁFORO,não dá para ver quem está ou não na faixa de pedestre;
 
4 - A autoridade de trânsito agente se superpõe ao meio eletrônico. Para tanto o agente deverá desligar o semáforo ou colocá-lo no piscante amarelo(atenção). (Eu já viu uma cena que tava dando muita confusão na Barra em que os dois atuavam ativamente: eletrônico(verde,amarelo,vermelho) e humano. Já imaginou a confusão que deu com buzinaço, xingamento, bate-boca entre condutores e agente não é?)
 
5- Cuidado com o bomsenso. As vezes a pista é vista completamente vazia. O sinal,mesmo no verde,nos parece permitir atravessar. Cuidado! Há veículos saindo de edifícios, casas, retornos(afluências e confluências) e nada nos ´torna passíveis de quedas, tropeções, distrações, escorregões e surpresas com veiculos em alta velocidade. O cachimbo deixa a boca torta...
 
Se adotarmos alguns destes cuidados e respeitarrmos as leis de trânsito. em harmonia pedestres e condutores estarão prevenindo acidentes cuja percepção de risco nossa é falha,limitada e emocionalmente instável. Sejamos exemplos para crianças e adolescentes.
 
Dirija com responsabilidade!
 
 
 
 
 
 
 

quarta-feira, setembro 01, 2010

DIGA NÃO AO TRABALHO ESCRAVO!


Polícia apura denúncia de trabalho escravo em obra da Marginal Tietê

Houve retenção de carteira de trabalho de maranhenses, diz delegada.
Empresa diz que operários fizeram 'armação' e nega acusações.

Kleber Tomaz e Thiago Reis Do G1 SP

Operário trabalha em obra de iluminação na Marginal TietêOperário trabalha em obra de iluminação na
Marginal Tietê (Foto: Kleber Tomaz/G1)

A Polícia Civil de São Paulo investiga uma denúncia de que trabalhadores de uma obra de iluminação da Marginal Tietê foram submetidos a condição análoga à de escravos. Uma empreiteira da construção civil que presta serviços públicos é suspeita de recrutar e submeter 25 operários do Maranhão a essas condições.

Segundo o Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), o empregador reteve a carteira de trabalho dos funcionários, não apresentou o registro deles e ainda os manteve alojados em situações precárias de saúde e higiene.

De acordo com a 3ª Delegacia de Polícia de Investigações Sobre Infrações Contra as Relações de Trabalho, Contra a Organização Sindical e Acidentes de Trabalho, no Bom Retiro, região central de São Paulo, Benedito Donisete dos Santos e a empresa que ele representa, a Linha Empreendimentos e Projetos Ltda., pagaram 25 passagens de ônibus para trazer os trabalhadores do Nordeste.

Os operários foram chamados para trabalhar na escavação, abertura de valas e recolhimento de entulho na nova marginal, na altura da Ponte do Limão, na Zona Norte de São Paulo. A empresa nega as irregularidades (leia mais no final desta reportagem).

A Linha Empreendimentos foi contratada pelo consórcio responsável por um trecho da obra, formado pela FM Rodrigues e pela Consladel. O Ministério Público cobra a readequação da sinalização da via.

Obras de iluminação são parte de readequação de viaObras de iluminação são parte de readequação de
via (Foto: Kleber Tomaz/G1)

Os trabalhadores deixaram a cidade de Fortuna e localidades próximas ao município de São Domingos para ficar quatro meses em São Paulo.

Em São Paulo, um imóvel na Avenida Eliseu de Almeida, na Zona Oeste, serviu de alojamento para o grupo. Mas lá os maranhenses disseram que as condições "eram péssimas" e que muitos deles chegaram a dormir no chão, num espaço sem ventilação, e beber água de torneira. Além disso, relataram problemas nos vasos sanitários, quase sempre entupidos ou quebrados, e na rede elétrica, que ficava exposta, trazendo riscos aos empregados.

De acordo com a delegada Maria Helena Tomita, que preside o inquérito, os maranhenses contratados denunciaram ainda que não receberam treinamento especializado e equipamentos completos de segurança para executar os serviços. Também informaram não ter passado por exames médicos. "Eles contaram que só tinham luvas e botas, mas não receberam protetores auriculares, por exemplo, para protegê-los dos ruídos e barulhos provocados por causa das máquinas", disse Maria Helena Tomita. "Por todos esses motivos, investigamos a suspeita de trabalho escravo."

Contratados por R$ 829,40 mensais, os operários não chegaram a receber esse valor integral porque acabaram demitidos em 7 de agosto, sem qualquer justificativa, após 20 dias de trabalho, segundo depoimento deles à polícia. Os operários contaram ainda que foram ameaçados por Benedito a assinar a rescisão contratual, sob a pena de não receber seus documentos de volta. Disseram também que a empresa não pagou a quebra de contrato. Santos nega todas as acusações.

o senhor Benedito providenciou beliches de madeira, inclusive a água que bebiam era de torneira, a parte sanitária é improvisada, inclusive a ligação elétrica
trecho do depoimento dado à polícia por um dos 25 operários maranhenses

Após a denúncia feita à polícia pelos operários maranhenses em 10 de agosto, peritos da Polícia Técnico-Científica estiveram no alojamento para avaliar as condições em que os empregados estavam. Fotografaram o local e vão emitir um laudo a respeito das denúncias no prazo de um mês. Após o resultado do exame, a delegada irá concluir o inquérito e decidir se irá responsabilizar os suspeitos.

Se for constatada a redução à condição análoga a de escravos, pode ser aplicada uma pena de dois a cinco anos de reclusão. Para a omissão de registro em carteira, a pena é a mesma.

Segundo a delegada, são feitas, em média, cerca de dez denúncias de trabalho escravo por mês na capital paulista. Dessas, apenas uma se torna inquérito policial.

A denúncia foi repassada para a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo, que diz que está tomando todas as providências "a fim de que se vejam garantidos todos os direitos dos trabalhadores, no sentido de devolver-lhes a dignidade e a confiança no trabalho".

Alojamento passa por reforma
O G1 não conseguiu localizar os operários do Maranhão para comentar o assunto, mas teve acesso aos depoimentos deles à polícia. Na quinta-feira (19), a reportagem foi ao alojamento onde eles estavam e foi informada por dois outros funcionários que os 25 trabalhadores maranhenses já haviam deixado o local, em 13 de agosto.

Ainda no alojamento, a reportagem encontrou os operários Luiz Gomes da Silva, de 32 anos, e Jacinto Santos Silva, de 36 anos, trabalhando numa reforma do imóvel. Eles autorizaram a entrada do G1 e permitiram fotografar as mudanças. Questionados, disseram que Santos havia pedido para eles arrumarem o local para uma eventual fiscalização. "O Ministério Público do Trabalho deve vir aqui e temos de deixar tudo em ordem", disse Luiz, que está há 15 dias na cidade. "Vim de Jucás, no Ceará".

Alojamento passa por reformaAlojamento passa por reforma (Foto: Kleber
Tomaz/G1)

Segundo ele, 25 homens de sua cidade foram recrutados para trabalhar para a Linha Empreendimentos nas obras da iluminação da marginal. "Viemos para ficar no lugar dos que eram do Maranhão. Aquele pessoal que foi embora estragou tudo por aqui e agora temos de consertar", disse.

Eles disseram que o local nunca esteve irregular. "Sempre esteve em ordem. O problema é que o pessoal do Maranhão queria aumento e acabou fazendo um motim e deu toda essa confusão", disse Jacinto  Santos Silva.

Outro lado
Procurado pelo G1 para comentar a investigação policial, Benedito Donisete dos Santos disse que os trabalhadores fizeram uma "armação", "uma palhaçada". "É tudo mentira. É revoltante", afirmou. "Falo como o representante maior da empresa [Linha Empreendimentos]."

Cama em alojamentoCama em alojamento (Foto: Kleber Tomaz/G1)

Segundo ele, para simular um alojamento precário os operários "jogaram comida no ralo, quebraram as caixas de descarga dos banheiros, entortaram tábuas das camas, colocaram café na parede e mijaram pela casa".

Santos afirmou ainda que eles "não queriam trabalhar". "O serviço é cavar buraco. E não era isso que eles queriam fazer." Ainda segundo o empregador, todos os pagamentos foram realizados de acordo com a lei. Ele afirmou que, além da rescisão, foram pagos R$ 200 como ajuda de custo e que as passagens de volta a cidades do Nordeste também foram providenciadas.

O representante confirmou que o alojamento passa por reformas, mas disse que é apenas para que os novos operários "fiquem mais à vontade". "Tem banheiro com água quente. Não há mais banheiros provisórios. Fechamos uma parte que tinha em cima", disse. "Eu pago R$ 5 mil naquela casa por mês. Fiquei mais de um mês procurando um lugar adequado, e depois de acertado a gente lavou todo o lugar."

Benedito também negou a falta de equipamentos de proteção pessoal. "Eu tenho a ficha de todos assinadas, e lá consta o recebimento das luvas, das botas, dos capacetes e tudo mais."

A Linha, empresa de Santos, foi contratada pelo consórcio formado pela FM Rodrigues e Consladel, responsável pela obra no trecho da nova marginal. De acordo com ele, a atitude dos trabalhadores atrasou o cronograma das obras e criou um mal-estar com o consórcio. "Eles ficaram superpreocupados. Mas eu expliquei o que houve."

A delegada Maria Helena Tomita disse que irá solicitar que as duas empresas também sejam fiscalizadas.

A FM Rodrigues e a Consladel informaram, por meio de nota, que "a referida empresa (Linha Empreendimentos, de Santos) foi contratada pelo consórcio apenas para executar uma pequena parcela da obra, que demandava mão de obra específica, razão porque a contratação/gestão dos operários contratados ficaram a cargo direto da Linha Empreendimentos".

"O consórcio questionou a empresa sobre as condições de trabalho dos operários contratados, bem como acerca do cumprimento dos direitos trabalhistas devidos à atividade, exigindo, ainda, a estrita observância às exigências legais. Desde logo o consórcio foi informado pela Linha Empreendimentos que as instalações de alojamentos não apresentam condições deficitárias e que as questões ligadas às verbas trabalhistas não importaram, de maneira alguma, em frustração de direitos", afirma a nota do consórcio, que diz ter "total interesse em ver respeitada a legislação vigente".

A Dersa - empresa de Desenvolvimento Rodoviário do Estado de São Paulo -, que gerencia a obra na nova marginal, disse, por sua vez, que já solicitou ao consórcio FM Rodrigues/Consladel, responsável pela contratação da empresa Linha Empreendimentos, que adote as providências cabíveis sobre o caso.
 

http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2010/08/policia-apura-denuncia-de-trabalho-escravo-em-obra-da-marginal-tiete.html

INTERDIÇÃO EM FÁBRICA DE CALÇADOS(BAURU-SP)


28/08/2010
Fábrica de calçados tem máquina interditada
Lilian Grasiela
Jaú – Auditores da gerência regional do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em Bauru fiscalizaram ontem a fábrica de componentes para calçados localizada no 7º Distrito Industrial de Jaú (47 quilômetros de Bauru) onde, na madrugada da última quinta-feira, um adolescente de 16 anos teve a mão esquerda prensada. A máquina injetora onde ocorreu o acidente foi interditada, assim como outras cinco prensas, pelo órgão em função de irregularidades.

Segundo o gerente da regional do Trabalho e Emprego em Bauru, José Eduardo Rubo, o órgão investiga ainda o fato de o trabalhador da fábrica ter apenas 16 anos, estar em um horário em que é proibido o trabalho de menores de 18 anos e operar uma máquina injetora usada para moldar solas de calçados, o que somente poderia ser feito por maiores de idade.

"Existem outras questões relativas à segurança que a fiscalização vai dar continuidade, ela não se encerrou hoje (sexta-feira)", diz Rubo.

De acordo com ele, na segunda-feira, os auditores retornarão à fábrica para que os responsáveis pela empresa apresentem documentos relativos às questões trabalhistas, como registro em carteira e comprovante de recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), entre outros.

No próximo dia 3, segundo o gerente, está agendada nova reunião entre o MTE e a fábrica, desta vez em Bauru, para discussão de questões relativas à segurança do trabalho. No encontro, a empresa deverá apresentar o que está sendo feito para que as máquinas interditadas voltem a operar com segurança.

"Já que a prensa normalmente é interditada por falta de proteção que impeça o acesso da mão do operador às pás de ação da prensa", declara Rubo.
http://www.jcnet.com.br/detalhe_regional.php?codigo=190341

Em seis meses houve tantos acidentes na maior mina do país como em 2009 (EM PORTUGAL)





 

por Cláudia Garcia, Publicado em 26 de Agosto de 2010   
Em dez anos, foi a primeira vez que o número aumentou. Segurança no trabalho não é prioridade em tempos de crise
Opções
a- / a+
    Existem cerca de dois mil mineiros em Portugal. Neves Corvo emprega 900
    Existem cerca de dois mil mineiros em Portugal. Neves Corvo emprega 900
    Gleb Garanich/Reuters
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
      Desde o início do ano, a maior mina do país, e uma das maiores da Europa na extracção de cobre, foi o cenário de 21 acidentes envolvendo mineiros. O número registado na mina de Neves Corvo entre Janeiro e Julho é praticamente igual ao número total do ano anterior, 20. Os dados são do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira (STIM) e revelam ainda que este foi o período com mais acidentes dos últimos anos. A tendência, desde 2000, era a diminuição.

      "O número é desastroso. A empresa tem de investir mais na segurança. Tem havido uma redução de custos com a segurança no trabalho", avança Jacinto Anacleto, trabalhador da Somincor, proprietária da Neves Corvo há 20 anos, e coordenador do STIM. A convicção é partilhada por Fernando Gomes da Comissão Executiva da CGTP, responsável pela área da Segurança e Saúde no Trabalho: "As empresas querem diminuir nos custos. E o sector da higiene e segurança é o primeiro a sofrer com os cortes."

      A pouca higiene no interior das minas é um dos problemas identificado pelos trabalhadores como causa de acidentes. "Há poucas condições de higiene. Muitas vezes andamos enterrados em água quase até ao joelho e essa água não é escoada", conta Anacleto. Alguns mineiros contactados pelo i explicaram que os acidentes por derrapagem, que resultam em fracturas e entorses, são um cenário muito comum. "Bombas para absorção de água" seriam suficientes para resolver o problema, dizem.

      "A consequência da falta de prevenção é o aumento de acidentes", garante Fernando Gomes. Segundo o dirigente, muitas empresas não "fazem o levantamento de riscos do trabalhador, que é obrigatório por lei". Fernando Gomes aponta também para o défice de técnicos superiores de segurança e saúde no trabalho nas empresas. A lei para promoção da segurança e saúde no trabalho de 2009 responsabiliza, no artigo 73º, o empregador para a organização deste serviço. A sua violação "constitui uma contra-ordenação muito grave", segundo a legislação. Gomes assegura que muitas empresas não dispõem deste serviço.

      O i contactou a Somincor, durante o dia de ontem, para obter informações sobre o serviço de segurança e saúde, sem sucesso. Anacleto garante que a Somincor emprega pelo menos três técnicos superiores, mas acusa as empresas da indústria mineira de falta de investimento em condições e formação. "É um trabalho com elevado risco e sempre que reivindicamos alguma melhoria, a resposta é igual: estamos a fazer tudo para melhorar as condições... Mas isso não está acontecer", acrescenta.

      Em Julho, uma máquina embateu contra uma viatura em trânsito no interior da mina de Neves Corvo. O acidente provocou o encarceramento de um mineiro por cinco horas. "As causas estão ainda por apurar." Segundo Anacleto, as formações dos trabalhadores são "deficientes". O sindicalista sublinha a obrigatoriedade do investimento em formações, sustentado pelo artigo 20º da lei. "Estas máquinas são muito difíceis de operar, são enormes e muito pesadas. Transportam quase 20 toneladas dentro do balde", explica.

      Alguns mineiros da Neves Corvo acusam a inspecção do trabalho de inércia total: "Nós pedimos dez acções inspectivas e eles fazem uma." O i questionou a Autoridade para as Condições do Trabalho, responsável pela inspecção, mas não obteve qualquer resposta. Já a Direcção Geral de Energia e Geologia (DGEG), entidade tutelada pelo Ministério da Economia, para a "coordenação dos trabalhos mineiros" informa que não tem conhecimento do número de acidentes, porque "há vários anos que os números deixaram de ser trabalhados". Contudo, os dados do Sindicato, revelam ainda, que nas minas de Aljustrel, com cerca de 300 mineiros, ocorreram 39 acidentes, só este ano. Não foi possível obter informações sobre o número de acidentes na mina da Panasqueira, onde em Junho aconteceu o último acidente mortal. A mina da Covilhã com 350 trabalhadores e a de Loulé, com cerca de 40 estão "praticamente paradas" para férias.


      http://www.ionline.pt/conteudo/75386-em-seis-meses-houve-tantos-acidentes-na-maior-mina-do-pais-como-em-2009


      Em seis meses houve tantos acidentes na maior mina do país como em 2009 (EM PORTUGAL)


       

      por Cláudia Garcia, Publicado em 26 de Agosto de 2010   
      Em dez anos, foi a primeira vez que o número aumentou. Segurança no trabalho não é prioridade em tempos de crise
      Opções
      a- / a+
        Existem cerca de dois mil mineiros em Portugal. Neves Corvo emprega 900
         
         
         
         
         
         
         
         
         
         
         
         
         
         
         
         
         
         
         
         
         
          Desde o início do ano, a maior mina do país, e uma das maiores da Europa na extracção de cobre, foi o cenário de 21 acidentes envolvendo mineiros. O número registado na mina de Neves Corvo entre Janeiro e Julho é praticamente igual ao número total do ano anterior, 20. Os dados são do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira (STIM) e revelam ainda que este foi o período com mais acidentes dos últimos anos. A tendência, desde 2000, era a diminuição.

          "O número é desastroso. A empresa tem de investir mais na segurança. Tem havido uma redução de custos com a segurança no trabalho", avança Jacinto Anacleto, trabalhador da Somincor, proprietária da Neves Corvo há 20 anos, e coordenador do STIM. A convicção é partilhada por Fernando Gomes da Comissão Executiva da CGTP, responsável pela área da Segurança e Saúde no Trabalho: "As empresas querem diminuir nos custos. E o sector da higiene e segurança é o primeiro a sofrer com os cortes."

          A pouca higiene no interior das minas é um dos problemas identificado pelos trabalhadores como causa de acidentes. "Há poucas condições de higiene. Muitas vezes andamos enterrados em água quase até ao joelho e essa água não é escoada", conta Anacleto. Alguns mineiros contactados pelo i explicaram que os acidentes por derrapagem, que resultam em fracturas e entorses, são um cenário muito comum. "Bombas para absorção de água" seriam suficientes para resolver o problema, dizem.

          "A consequência da falta de prevenção é o aumento de acidentes", garante Fernando Gomes. Segundo o dirigente, muitas empresas não "fazem o levantamento de riscos do trabalhador, que é obrigatório por lei". Fernando Gomes aponta também para o défice de técnicos superiores de segurança e saúde no trabalho nas empresas. A lei para promoção da segurança e saúde no trabalho de 2009 responsabiliza, no artigo 73º, o empregador para a organização deste serviço. A sua violação "constitui uma contra-ordenação muito grave", segundo a legislação. Gomes assegura que muitas empresas não dispõem deste serviço.

          O i contactou a Somincor, durante o dia de ontem, para obter informações sobre o serviço de segurança e saúde, sem sucesso. Anacleto garante que a Somincor emprega pelo menos três técnicos superiores, mas acusa as empresas da indústria mineira de falta de investimento em condições e formação. "É um trabalho com elevado risco e sempre que reivindicamos alguma melhoria, a resposta é igual: estamos a fazer tudo para melhorar as condições... Mas isso não está acontecer", acrescenta.

          Em Julho, uma máquina embateu contra uma viatura em trânsito no interior da mina de Neves Corvo. O acidente provocou o encarceramento de um mineiro por cinco horas. "As causas estão ainda por apurar." Segundo Anacleto, as formações dos trabalhadores são "deficientes". O sindicalista sublinha a obrigatoriedade do investimento em formações, sustentado pelo artigo 20º da lei. "Estas máquinas são muito difíceis de operar, são enormes e muito pesadas. Transportam quase 20 toneladas dentro do balde", explica.

          Alguns mineiros da Neves Corvo acusam a inspecção do trabalho de inércia total: "Nós pedimos dez acções inspectivas e eles fazem uma." O i questionou a Autoridade para as Condições do Trabalho, responsável pela inspecção, mas não obteve qualquer resposta. Já a Direcção Geral de Energia e Geologia (DGEG), entidade tutelada pelo Ministério da Economia, para a "coordenação dos trabalhos mineiros" informa que não tem conhecimento do número de acidentes, porque "há vários anos que os números deixaram de ser trabalhados". Contudo, os dados do Sindicato, revelam ainda, que nas minas de Aljustrel, com cerca de 300 mineiros, ocorreram 39 acidentes, só este ano. Não foi possível obter informações sobre o número de acidentes na mina da Panasqueira, onde em Junho aconteceu o último acidente mortal. A mina da Covilhã com 350 trabalhadores e a de Loulé, com cerca de 40 estão "praticamente paradas" para férias.

          SEGURANÇA EM RORAIMA


           
          Dia 01/09/2010
          Segurança no trabalho é tema de palestra do projeto Crescer Empreendedor

          A Prefeitura de Boa Vista realiza nesta quinta-feira (2), uma palestra sobre Segurança no Trabalho para 35 jovens integrantes do Projeto Crescer Empreendedor. A ação acontece das 9h às 10h na Oficina de Serralheria, avenida Mário Homem de Melo, nº. 514, Centro.

          A palestra será ministrada por um administrador e técnico em segurança do trabalho do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Entre os temas, será abordado como se proteger de acidentes de trabalho, legislação vigente e os equipamentos de proteção contra acidentes.
          O assessor técnico do Projeto, Douglas Almeida, disse que a capacitação é importante para conscientizar os jovens sobre o uso correto dos equipamentos de segurança.

          "Quando estes jovens saírem do Projeto para o mercado de trabalho, serão conhecedores da lei e dos equipamentos de segurança e assim estarão aptos para a atividade que forem desempenhar", frisou Douglas.

          Crescer Empreendedor
          O Crescer Empreendedor oferece alternativas para a profissionalização e geração de renda a adolescentes e jovens de 14 a 21 anos. São ações de cidadania e empreendedorismo que permitem, além da qualificação, elevar a auto-estima, a qualidade de vida, a inclusão social e a intermediação de mão-de-obra para inserção e permanência no mercado de trabalho. Os adolescentes e jovens participam das atividades do Crescer Empreendedor em horário oposto ao das aulas na escola. Eles recebem uma bolsa incentivo, além de vale-transporte e lanche.

           

          Filmes motivam segurança do trabalho (EM GOIÁS)

           

          foto: Divulgação
          O Cine Cultura exibe de hoje até 3 de setembro, às 15 horas,  filmes que ressaltam a importância da segurança no trabalho. A programação tem como alvo servidores públicos estaduais e faz parte da Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho. A ideia é integrar e conscientizar os servidores sobre a importância de conservar e proteger a saúde do trabalhador, por meio de palestras, entrega de panfletos, mostras de materiais educativos, campanhas de saúde, apresentações teatrais, exibição de filmes e outras ações educativas.
          Mais informações: (62) 3201-4628

           

          BERNARDINO RAMAZZINI - PAI DA MEDICINA OCUPACIONAL

          QUE É A MEDICINA DO TRABALHO
          Por: Elizabeth Costa Dias
          René Mendes


          DEFINIÇÕES, SUBDIVISÕES, A QUE SE DESTINA

          A Medicina do Trabalho: Suas Origens e Campo de Atuação:


          Apesar das relações Trabalho, Saúde e Doença dos trabalhadores serem reconhecidas desde os primórdios da história humana registrada, estando expressa em obras de artistas plásticos, historiadores, filósofos e escritores, é relativamente recente uma produção mais sistemática sobre o tema.

          Bernardino Ramazzini, médico italiano nascido em Módena em 1633, é considerado o Pai da Medicina do Trabalho pela contribuição de seu livro: "As Doenças dos Trabalhadores", publicado em 1700 e traduzido para o português pelo Dr. Raimundo Estrêla. Nele o autor relaciona 54 profissões e descreve os principais problemas de saúde apresentados pelos trabalhadores, chamando a atenção para a necessidade dos médicos conhecerem a ocupação, atual e pregressa, de seus pacientes, para fazer o diagnóstico correto e adotar os procedimentos adequados.

          A Revolução Industrial, iniciada na Inglaterra no século XVIII desencadeando transformações radicais na forma de produzir e de viver das pessoas e portanto de seu adoecer e morrer, deu novo impulso à Medicina do Trabalho. Desde então, acompanhando as mudanças e exigências dos processos produtivos, e dos movimentos sociais, suas práticas têm se transformado, incorporando novos enfoques e instrumentos de trabalho, em uma perspectiva interdisciplinar, delimitando o campo da Saúde Ocupacional e mais recentemente, da Saúde dos Trabalhadores.

          A Medicina do Trabalho pode ser definida como a especialidade médica que lida com as relações entre a saúde dos homens e mulheres trabalhadores e seu trabalho, visando não somente a prevenção das doenças e dos acidentes do trabalho, mas a promoção da saúde e da qualidade de vida, através de ações articuladas capazes de assegurar a saúde individual, nas dimensões física e mental, e de propiciar uma saudável inter-relação das pessoas e destas com seu ambiente social, particularmente, no trabalho.

          O campo de atuação da Medicina do Trabalho é amplo, extrapolando o âmbito tradicional da prática médica. De modo esquemático, pode-se dizer que o exercício da especialidade tem como campo preferencial:

          • os espaços do trabalho ou da produção - as empresas - (que na atualidade tem contornos cada vez mais fluidos), como empregado nos Serviços Especializados de Engenharia de Segurança e de Medicina do Trabalho (SESMT); como prestador de serviços técnicos, elaboração do PCMSO; ou de consultoria;
          • na normalização e fiscalização das condições de saúde e segurança no trabalho desenvolvida pelo Ministério do Trabalho;
          • a rede pública de serviços de saúde, no desenvolvimento das ações de saúde do trabalhador;
          • a assessoria sindical em saúde do trabalhador, nas organizações de trabalhadores e de empregadores;
          • a Perícia Médica da Previdência Social, enquanto seguradora do Acidente do Trabalho (SAT). (Na perspectiva da privatização do SAT, este campo deverá ser ampliado);
          • a atuação junto ao Sistema Judiciário, como perito judicial em processos trabalhistas, ações cíveis e ações da Promotoria Pública;
          • a atividade docente na formação e capacitação profissional;
          • a atividade de investigação no campo das relações Saúde e Trabalho, nas instituições de Pesquisa;
          • consultoria privada no campo da Saúde e Segurança no Trabalho.

          A descrição das possibilidades de inserção ou do exercício profissional para os Médicos do Trabalho define, por si, as subespecialidades e as exigências diferenciadas que se colocam nas várias inserções. Para além do substrato comum de capacitação técnica, desenham-se distintos perfis e habilidades especificas que são requeridas dos Médicos do Trabalho, dependendo da inserção profissional particular.

          Para o exercício da Medicina do Trabalho é importante que o profissional tenha uma boa formação em Clínica Médica e domine os conceitos e as ferramentas da Saúde Pública. Além disto, o Médico do Trabalho deverá estar sintonizado com os acontecimentos no mundo do trabalho", em seus aspectos sociológicos, políticos, tecnológicos, demográficos, entre outros.

          Fonte: http://www.crwsaudeocupacional.com.br/medicina/?n=1

          Programas de controle de saúde nas empresas estão cada vez mais presentes

          Estar atento à saúde e ao bem-estar dos seus colaboradores é atualmente uma das grandes preocupações das empresas. Para falar sobre o tema, nada mais oportuno do que entrevistarmos duas médicas especialistas em Medicina do Trabalho. Afinal, no dia 31 de março, comemoramos o Dia da Saúde, e as empresas atacadistas devem estar informadas sobre os benefícios e procedimentos da medicina ocupacional nas suas organizações. Confira a entrevista das Médicas do Trabalho, Dra. Betina Mühlen Hodara e Dra. Cláudia Scheibe de Souza Leão para o Informativo do Sindiatacadistas.

          Como é desenvolvido o trabalho de medicina ocupacional nas empresas? Como funciona e seu objetivo?

          Dra. Betina Hodara: De acordo com a Lei n°6.514, de 22 de dezembro de 1977 que alterou o capítulo V do Título II da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), relativo à Segurança e Medicina do Trabalho, a Portaria n°3.214, de 08 de julho de 1978 que aprovou as Normas Regulamentadoras do Capítulo V do Título II, da CLT e as Portarias n°8, de 08/05/1996 e n°24, de 29/12/1994 e o Despacho da SSST de 1°/10/1996, foi estabelecida a obrigatoriedade da elaboração e implementação, por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados, do PCMSO que significa Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional.
          É a NR 7 da CLT e obrigatório para todas as empresas e instituições que admitam trabalhadores como empregados, independente do seu tamanho ou número de empregados. O Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO é um conjunto amplo de ações, elaborado de maneira artesanal para atender às necessidades de cada empresa. A partir de uma avaliação do ambiente de trabalho, é confeccionado o programa e são realizadas as consultas para emissão dos "ASO's" (Atestados de Saúde Ocupacional) que podem ser Admissionais, Demissionais, Periódicos, de Mudança de Função ou Retorno ao Trabalho são parte deste programa.
          Muitas empresas estão acostumadas a realizar somente os ASO's, especialmente os demissionais, exigidos pelos sindicatos no momento da homologação, mas esta prática, embora muito comum, oferece muitos riscos ao trabalhador e especialmente às empresas. Os exames médicos para obtenção dos Atestados de Saúde Ocupacional (ASO) são o meio mais usado para a orientação aos trabalhadores sobre a prevenção de acidentes do trabalho e doenças do trabalho ou não (Ações Primárias de Saúde) e diagnóstico precoce destes agravos (Ações Secundárias de Saúde), evitando, assim, conseqüências piores à saúde dos trabalhadores.  
          Os objetivos do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional podem ser assim resumidos: atuar na promoção da saúde e prevenção, rastreamento e diagnóstico precoce dos agravos à saúde relacionados ao trabalho ou não. Cumprir a legislação trabalhista no tocante à saúde no trabalho. Padronizar e normatizar as ações voltadas ao Controle Médico de Saúde Ocupacional. 

          Quando surgiu o primeiro serviço de medicina do trabalho?

          Dra. Cláudia Leão: Conhecido como o "pai" da Medicina Ocupacional, o italiano Bernardino Ramazzini (1633-1714) publicou no ano de 1700 o livro De Morbis Artificum Diatriba (as doenças dos trabalhadores), onde estuda cerca de 50 profissões e as relaciona às doenças. Também aconselha os médicos, a perguntarem a seus pacientes, qual a sua ocupação. Segundo ele, a postura dos trabalhadores em certos ofícios, os movimentos feitos podem causar lesões ou deformidades.
          Outro médico importante foi o cirurgião inglês Percivall Pott (1713-1788), que estabeleceu o nexo causal entre câncer de escroto e trabalho na limpeza de chaminés, profissão comum no Inglaterra naquela época. Entretanto, é durante a Revolução Industrial, após toda sorte de acidentes graves, mutilantes e fatais, especialmente entre mulheres e crianças pequenas, que políticos e legisladores introduzem medidas de controle das condições e ambientes de trabalho. A Lei das Fábricas (Factory Act) de 1833 regulamenta medidas de proteção dos trabalhadores. Desde então, também empresas começaram a contratar médicos para o controle da saúde dos trabalhadores nos locais de trabalho.

          As organizações estão mais atentas e preocupadas com a prevenção à saúde de seus colaboradores e investindo mais na medicina ocupacional?

          Dra. Betina Hodara: Sem dúvida, hoje encontramos desde empresas de pequeno porte a multinacionais envolvidas em desenvolver programas de controle médico dentro de suas unidades. Os empresários estão se conscientizando que investir na saúde e segurança, além de dar garantias legais às empresas, também contribue para melhorar a saúde dos funcionários, aumentando a produção e conseqüentemente trazendo lucros. Os programas não devem ser vistos como mais uma obrigação legal a cumprir, mas uma poderosa ferramenta para aumentar a produtividade. São um investimento com retorno certo, no médio e longo prazo. Com saúde e segurança no trabalho, os trabalhadores  produzem mais e melhor. Com trabalhadores produzindo mais e melhor, as empresas ganham com mais qualidade em seus produtos e serviços. Empresas que possuem produtos e serviços com mais qualidade têm a preferência do consumidor e a admiração da sociedade.

          Quais são as ações de ordem médica que devem ser desenvolvidas nas empresas para prevenir danos à saúde e manter a integridade física e mental de seus funcionários?

          Dra. Cláudia Leão: As ações desenvolvidas antes do aparecimento das doenças, quando o trabalhador fica exposto ao agente potencialmente causador de doenças, são denominadas "Ações Primárias de Saúde", constituídas de ações de  Promoção à Saúde e Prevenção de doenças. O programa médico deve contar com a promoção da saúde do trabalhador, devendo elevar e manter o nível de estado geral da saúde dos funcionários, o que no ambiente de trabalho poderá ser notado através dos índices de abscenteísmo e rotatividade. As ações podem estar associadas com o ambiente de trabalho e hábitos de vida, como informações sobre nutrição adequada, exercícios físicos, higiene habitacional, planejamento familiar e o uso de fumo, álcool e outras drogas. Também deve contar com uma prevenção mais específica, que visa evitar o desencadeamento do estímulo de determinado agente que poderá ser uma doença ocupacional ou não, visando proteger o trabalhador de riscos à saúde associados ao trabalho ou ao ambiente de trabalho, garantindo deste modo sua saúde e sua produtividade. Uma das ações mais usadas nesta fase é a prevenção das doenças através da imunização e profilaxia.  A vacinação deve obedecer às recomendações do Ministério da Saúde. Ao realizar um programa de vacinação na empresa, o empregador deve assegurar que os trabalhadores sejam informados das vantagens e dos efeitos colaterais, assim como dos riscos a que estarão expostos por falta ou recusa de vacinação, devendo, nestes casos, guardar documento comprobatório e mantê-lo disponível à inspeção do trabalho. Para as doenças profissionais e acidentes do trabalho, a prevenção é feita ou eliminando-se o agente agressor, ou neutralizando-o através do uso de Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC) ou Equipamentos de Proteção Individual (EPI). O desenvolvimento de Programas de Saúde na prevenção de doenças ocupacionais é imprescindível, devendo todos os empregados ter acesso às informações relacionadas com os riscos à saúde relativos ao trabalho, podendo deste modo adotar procedimentos apropriados para trabalhar com segurança e no uso de EPI.  A partir do momento em que é desencadeado o processo de doença, as ações visam o Diagnóstico Precoce e a Recuperação da Saúde do trabalhador e são denominadas "Ações Secundárias de Saúde".  

          Qual é a função da medicina ocupacional nas empresas?

          Dra. Betina Hodara: A empresa que tem Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) está, em primeiro lugar, cumprindo a legislação. Mas, tão importante quanto o aspecto legal, é que o PCMSO, quando bem elaborado, orienta o empresário nos aspectos relacionados à saúde e segurança no trabalho. Além disto, com base na promoção da saúde e prevenção das doenças, preserva a saúde do trabalhador, favorecendo a motivação e, conseqüentemente a produtividade da empresa.

          A qualidade de vida das pessoas repercute dentro e fora das empresas?

          Dra. Cláudia Leão: A qualidade de vida de uma pessoa e seus dependentes depende muito da qualidade de vida no trabalho, já que grande parte do dia é a ele destinada. Além disto, as conseqüências adversas do trabalho, como as doenças ocupacionais e os acidentes, afetam tanto o indivíduo, como sua família, dentro e fora do trabalho. A qualidade de vida do indivíduo também depende do trabalho porque o trabalhador assume papel central na vida das pessoas, chegando a definir aspectos vitais, como "status" e identidade pessoal. Sendo assim, o trabalho deve ser realizado em condições que ajudem a promover a saúde, o equilíbrio físico e psíquico, enfim o bem estar total do indivíduo. Condições de trabalho englobam tudo que influencia o próprio trabalho e incluem o posto de trabalho, agentes agressivos (biológicos, físicos, químicos, ergonômicos), o ambiente de trabalho, a jornada de trabalho, a organização do trabalho, além do transporte, relações entre as pessoas e relações entre a produção e o salário. Para a proteção da saúde dos trabalhadores e para a proteção do meio ambiente em geral, é necessário antecipar e reconhecer os possíveis riscos à saúde no ambiente de trabalho, avaliá-los, caracterizá-los e, finalmente, controlá-los através de medidas adequadas.
           

          UTILIDADE PÚBLICA:Pergunte à Dilma, Serra e Marina

          PARTICIPE!

          INTERAJA!

          ESSA É A FORMA MAIS INTELIGENTE DE TENTAR MELHORAR NO PROCESSO DEMOCRÁTICO.

          DE NADA ADIANTA PASSAR 4 ANOS RECLAMANDO,SE LAMENTANDO,SE ESPERNIANDO E FAZENDO PIADINHAS!

          Trajano



          Caros amigos brasileiros,

          As eleições presidenciais estão se aproximando e precisamos escolher os nossos candidatos.

          A Avaaz fez uma parceria com 10perguntas em um projeto inovador para engajar cidadãos com os candidatos presidenciais. A idéia é bem simples mas a ferramenta é poderosa: as pessoas vota nas suas perguntas preferidas, as 10 melhores serão enviadas aos candidatos, que irão responder em mensagens de vídeo no site.

          Vote agora em quais assuntos a Dilma, Serra e Marina deverão responder, e vamos colocar as questões importantes para a nossa comunidade na agenda eleitoral. Clique agora:

          http://www.avaaz.org/po/10_perguntas/?cl=723495997&v=7049

          Enquanto a corrida presidencial está tomada por anúncios de TV caros e outdoors bonitos que dizem pouco sobre o caráter dos candidatos, é importante sabermos onde cada candidatos se posiciona sobre diferentes assuntos. As vezes os candidatos mal tocam, ou evitam de propósito perguntas importantes, portanto é fundamental termos a oportunidade de nós perguntarmos, para garantir que os assuntos com os quais nos importamos são endereçados nas plataformas eleitorais e discutidos com a população.

          A luta da nossa comunidade contra a corrupção este ano gerou um importante precedente para participação cidadã na política. Nós desafiamos àqueles que achavam que a corrupção era parte da política e que nunca poderia ser solucionada. Mas passar a Ficha Limpa foi apenas um passo para melhorar o governo, conhecendo melhor os nossos candidatos e votando conscientemente é ainda mais importante. Clique para dizer à Dilma, Serra e Mariano quais assuntos são importantes para você:

          http://www.avaaz.org/po/10_perguntas/?cl=723495997&v=7049

          Um dia todos os candidatos, não só os presidenciais, mas também os governadores, senadores, deputados e vereadores terão que se responsabilizar e reportar aos eleitores que os elegeram. Juntos podemos construir as ferramentas e canais para fazer isto acontecer.

          Com esperança,

          Graziela, Ben, Paula, Ricken, Maria Paz, Alice, Pascal e toda a equipe Avaaz






          A Avaaz é uma rede de campanhas globais de 4,9 milhões de pessoas
          que se mobiliza para garantir que os valores e visões da sociedade civil global influenciem questões políticas internacionais. ("Avaaz" significa "voz" e "canção" em várias línguas). Membros da Avaaz vivem em todos os países do planeta e a nossa equipe está espalhada em 13 países de 4 continentes, operando em 14 línguas. Saiba mais sobre as nossas campanhas aqui, nos siga no Facebook ou Twitter.


          Para entrar em contato com a Avaaz não responda este email, escreva para nós no link http://www.avaaz.org/po/contact?footer.